Reverência
O quanto você já ouviu sobre isso na primária? Ou o quanto você já ouviu falar sobre o oposto disse de uma maneira boa? Você é reverente? Você permanece quieto durante a sacramental ouvindo os discursos? Se sim, isso não basta.
Reverência, de acordo com GEE é um profundo respeito pelas coisas sagradas, veneração. Honra, temos a Deus.
A sua ala é reverente durante a sacramental? Imagino como deve ser difícil, (a minha própria não é) As crianças correndo pelo púlpito e os pais tentando dominá-las de um modo errôneo. Jovens conversando, rindo, enquanto um irmão que passou a semana preparando o discurso tenta passar a mensagem às pessoas pouco interessadas. É triste ver isso. Principalmente, porque num momento como esse, é que podemos receber nossas maiores revelações pessoais. Um irmão - muito sábio - da minha ala fez a seguinte comparação: “Imagine que você está assistindo um jogo. A final do campeonato! Seu time é o grande favorito, e está no ataque; por algum motivo, você se distrai, pensa em outra coisa, olha para o lado, e é gol. E você perdeu.” Achei interessante, pois assim como pode-se perder o gol decisivo você pode perder a revelação que mudará a sua vida, por um momento de irreverência. Ou pior, atrapalhar o progresso do seu próximo.
É importante que haja reverência, não só durante a reunião sacramental, como nas aulas dominicais, seminário, e até mutuais e atividades. A reverência não significa tratar tudo com uma seriedade infinita, mas tratar com respeito, de forma sadia, e não vulgar. Ao trazer a reverência como comportamento padrão para a sua vida, tenho certeza que terás muitas promessas - que serão realizadas - alegria e uma facilidade maior em ter paciência.
Fé
De acordo com a famosa 4ª regra de fé, a fé é o primeiro princípio do evangelho. É por causa da fé que sentimos a influência do espírito, e cremos em Cristo. De acordo com Alma 32:21, a fé não é ter um prefeito conhecimento das coisas, mas ter esperanças nas coisas que não se vêem, mas que são verdadeiras. Fé, é ter confiança nessas coisas.
Em Alma 32: 17-43, a fé é comparada com uma semente, que dá bons frutos quando germinada corretamente, isto é, quando fazemos bom uso de nossa fé, e sabemos que fé sem obras é morta; portanto, que sua fé se transforme em atos de amor ao próximo, porque “ quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25: 40). Porém, que tua mão direita não saiba o que faz a esquerda:
“…Quisera mostrar ao mundo que fé são coisas que se esperam, mas não se vêem; portanto, não disputeis porque não vedes, porque não recebeis testemunho senão depois da prova de vossa fé.” (Éter 12:6)
A fé produz milagres, e o maior deles, é a mudança de coração que ocorre no indivíduo que permite a boa germinação da palavra, dos sussurros do espírito. Porém, a falta de fé leva ao desespero, que é resultado de iniquidade.
O Livro de Mórmon
O que nos difere de tantas outras denominações religiosas no mundo, é o fato de nós termos a plenitude do evangelho de Cristo ao nosso dispor, isto é, nós temos o Livro de Mórmon - O outro testamento de Jesus Cristo. A maioria dos cristãos acredita que Cristo nasceu, teve uma vida exemplar e morreu pelos pecados do mundo, e ressuscitou três dias depois, bom, nós também. Mas nós sabemos que a missão do Messias não terminou com a sua ressurreição. Nós sabemos que Ele vive, e acreditamos que ainda trabalha pelo Plano de Salvação. O detalhe crucial aqui, é que mesmo depois de ressurreto, depois de ter aparecido para seus apóstolos no Novo Testamento e ter ascendido ao Pai, ele visitou o Seu povo aqui nas Américas. E é sobre esse povo que o Livro de Mórmon relata.
A começar com a saída de Leí e sua família da terra de Jerusalém - que estava com os dias contados para ser destruída por causa da iniquidade do povo; até o fim solitário de Morôni, filho de Mórmon, que resumiu as placas e escreveu o Livro de Mórmon que conhecemos hoje (inclusive deu o nome ao livro). E também nos conta a história de um povo anterior ainda à vinda de Leí; o povo Jaredita, no livro de Éter, que foi conduzido por Deus da Torre de Babel às Américas, e que também foi destruído pela sua iniquidade, e que, mais tarde, os registros foram encontrados pelo rei nefita Lími, e entregues a Mosias para a tradução. (Mosias 21:25-29)
No Livro de Mórmon encontramos histórias de povos que progrediram ou regrediram de acordo com o nível de sua fé. E também as guerras entre esses povos. Mas principalmente, as palavras dos profetas antigos, que pregavam arrependimento. Pois pela expiação de Cristo era possível o arrependimento, e apenas por meio dele, e da fé seria possível voltar ao Pai, o que, na verdade, é o objetivo principal do plano de Deus. Temos também os ensinamentos do próprio Jesus Cristo que veio estabelecer a Sua igreja nas Américas; chamando os doze apóstolos, como fez no Novo Testamento, instituindo o sacramento, ensinando o povo a orar e claro, pregando arrependimento. (3 Néfi 11-30)
Depois de muitas guerras e iniquidade do povo, o povo nefita acaba sendo completamente destruído. O último sobrevivente, Morôni, foi encarregado de enterrar as placas de ouro, juntamente com Urim e Tumim, para que 1400 anos depois, um joven de 14 anos, ao ler Tiago 1:5 sentisse o desejo de orar ao Pai em busca da verdadeira igreja de Cristo, e assim, começar o processo de restauração do evangelho, e tradução do Livro de Mórmon que conhecemos hoje.
O Livro de Mórmon é muito mais complexo que isso. Aqui fica o meu desafio a você que não o leu ainda, que o faça; a experiência é maravilhosa.